A kundalini é um dos mistérios mais belos e profundos do caminho espiritual. Não é sobre misticismo distante: é sobre vida pulsando dentro de você.
Kundalini é descrita como uma energia vital que repousa na base da coluna, enrolada como uma serpente. Quando começa a despertar, ela se move pelo eixo do corpo, liberando camadas de memória, expandindo percepção, sensibilidade e consciência.
As escrituras yogues descrevem a kundalini como uma serpente adormecida na base da coluna, no muladhara chakra.
Na visão do Yoga, da Bioenergética e das tradições tântricas, kundalini é a força vital que sustenta a nossa existência.
É o prana condensado, a energia criativa primordial — aquela que nos move, nos conecta, nos expande.

Quando essa energia começa a despertar, ela se move pelo canal central (sushumna nadi), purificando tensões, quebrando couraças, liberando emoções congeladas e reacendendo a sensibilidade do corpo.
Wilhelm Reich chamaria de energia orgônica.
A Bioenergética fala de corrente vibratória.
O Tantra da Caxemira chama de fluxo da vida.
O despertar de kundalini não é um evento épico — é um processo. Ele começa quando você decide voltar para si, cuidar do corpo, respirar mais fundo, tocar suas emoções com honestidade e abrir espaço para sentir.
Cada pessoa acessa esse despertar de um jeito: pela meditação, pelo toque consciente, pela dança, pelo tantra, pela respiração, pela natureza… e sim, às vezes a microdosagem também ajuda. O essencial é fazer isso com respeito, segurança, aterramento e orientação.
Kundalini não é sobre perder o controle. É sobre recuperá-lo.
É sobre estar inteira, presente, vibrante.