Uma kundalini adormecida não é um problema, nem um bloqueio definitivo. Ela não indica falha espiritual ou incapacidade energética. Na maioria das vezes, é apenas um corpo que ainda não foi convidado a sentir plenamente, a respirar fundo, a vibrar.
É como uma serpente silenciosa, viva, respirando sob a superfície — aguardando segurança, espaço e permissão.
Quando a energia vital permanece adormecida, a vida segue, mas perde brilho, pulsação e intensidade. Abaixo estão alguns sinais comuns de que sua kundalini pode estar pedindo um chamado consciente.
• Cansaço recorrente
Uma sensação constante de estar “um passo atrás”, mesmo dormindo ou descansando. Falta fogo interno, falta prana circulando. A bioenergia existe, mas não flui com potência.
• Sensação de vida morna
Nada parece exatamente errado, mas nada é verdadeiramente vibrante. A experiência da vida acontece em meia-luz, sem entusiasmo profundo ou presença corporal real.
• Respiração curta e superficial
O peito se movimenta, mas o ventre permanece rígido. Sem a respiração profunda e diafragmática, o corpo não acessa suas camadas mais primitivas de vitalidade.

• Libido baixa ou desconectada
Não se trata necessariamente de ausência de desejo, mas de ausência de presença. A energia sexual fica dispersa, retraída ou desconectada do corpo.
• Baixa criatividade
A mente opera de forma funcional, lógica e repetitiva. O fluxo intuitivo, sensorial e criativo encontra pouco espaço para emergir.
• Tensão crônica na lombar e nos quadris
Psoas encurtado, lombar rígida, bacia com pouca mobilidade. Sem um quadril vivo e responsivo, a energia kundalínica encontra dificuldade para se mover pela coluna.
• Emoções reprimidas ou estagnadas
A kundalini desperta quando o corpo pode sentir. Emoções engolidas — como choro, raiva ou prazer — ficam armazenadas nas camadas corporais, bloqueando o fluxo vital.
• Sensação de viver no automático
Acordar, trabalhar, cumprir tarefas, dormir. Pouco espaço para ritual, presença, corpo e consciência. A vida acontece, mas não é plenamente habitada.
• Assoalho pélvico constantemente contraído
O corpo vive em “segurar”, nunca em “abrir”. A base da coluna permanece fechada, e é exatamente ali que a energia kundalini repousa.
• Pouca sensibilidade ao toque
Não é falta de estímulo, é falta de permissão. O corpo perde a capacidade de receber, relaxar e se entregar ao contato e ao prazer.
• Dificuldade de entrega
Entrega ao prazer, à vida, às emoções, ao outro. O controle excessivo impede o movimento da energia. A kundalini sobe quando o corpo confia.
No fundo, é como se a vida estivesse com o volume baixo.
O corpo funciona, mas não vibra.
As emoções existem, mas não transbordam.
A energia está ali — silenciosa, viva — esperando ser chamada com presença, segurança e consciência.
Se você reconhece esses sinais, o primeiro passo não é “ativar” nada. É escutar o corpo, criar espaço interno e devolver à vida a permissão de pulsar.